12.4.06

Fumar em recintos fechados


Proibir (ou não) o uso do tabaco em cafés, restaurantes, bares, etc.
(escolha uma opção)

Deve ser proibido fumar em cafés, restaurantes, bares, discotecas ou outros recintos de diversão colectiva, por forma a evitar o fumo passivo
Caberá aos proprietários decidir se um estabelecimento é para fumadores ou não fumadores, identificando claramente (no exterior) essa opção
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Comentários:
É triste só ler mensagens de pessoas egoístas que afirmam dizer que "tanto o fumador tem liberdade em fumar como o não fumador tem liberdade em não fumar". Pois aí é que está! O não fumador não tem esse poder, pois infelizmente tem que se sujeitar ao tabaco dos fumadores que não respeitam o tal direito em haver outros que não queiram fumar (respirar o fumo do tabaco é fumar de forma passiva, mas igualmente maléfica!)!!!! Um não fumador tem o direito de poder comer num restaurante, conviver num café ou passear num centro comercial sem ter que levar com a poluição e mal-cheiro dos fumadores. Às vezes dá vontade que existissem extintores de incêndio que funcionassem automaticamente quando um fumador começasse a fumar num espaço público fechado! Se até em esplanadas e quando se vai no passeio em pleno ar livre se sente o rasto dos fumadores, quanto mais num espaço coberto! Haja liberdade com saúde!!! Pratiquem o acto de fumar nas vossas casas, mas de preferência longe das crianças!!! Para pensar: DESDE QUANDO É QUE NÃO FUMAR PREJUDICA AS OUTRAS PESSOAS?????
 
Minha senhora (ou será menina?) que tensão e agressividade perpassam pela sua escrita....

Reconheça aos outros os direitos que exige para si: eles têm todo o direito de defender as suas ideias. Principalmente - como no caso vertente - quando dois deles assumem os seus nomes verdadeiros e públicos) para subscreverem comentários.

Esclareçamos uma coisa de uma vez por todas: se há quem considere que o acto de fumar é um acto criminoso, ilegalize-se o tabaco, proíba-se a sua venda e desistam os governos de se financiar com os impostos que daí retiram.

Não sendo um objecto ilegal... não podem pretender estar sempre a contestar o seu uso: se existirem restaurantes que pelas suas características, pela gastronomia que praticam, pela ambiência que geram, pelo género de pessoas que os frequentam, acabam por ter uma clientela essencialmente composta de fumadores, não entendo onde é que os direitos dos não-fumantes ficam beliscados se esse restaurantes afixarem um escrito na porta dizendo que lá dentro se pode fumar. Os outros... ficam com todos os restantes restaurantes!!! Ou pensa que o proprietário de uma excelentíssima casa de prazeres da mesa que decida albergar fumadores o fará sem ter em conta a composição da sua clientela e os gostos de quem - em última análise - lhe sustenta casa e devaneios comerciais?

Há uns dias atrás, dei comigo a pensar nisso. Estava num daqueles santuários da gastronomia de Madrid que à porta ostentam um dístico dizendo que lá dentro se pode fumar. Por mim, nunca imaginaria comer naquele restaurante sem rematar com um espírito de Lagavulin ou Talisker ou um prazer de Trinidad ou Partagás... E se os seus clientes têm todo o direito a usufruir das virtudes daquele espaço, os outros têm todo o direito a não o fazer. E por isso frequentam outros espaços. Eu que sou agnóstico empedernido não me sinto afectado com o que se passa dentro dos templos dos mais desvairados credos: não estou a pensar passar por lá...!!!

Que a senhora (menina?) esteja preocupada com os cículos em que se move... vá que não vá... agora querer impôr (aos que preferem/gostam/podem outras ambiências) códigos de conduta e normas de existência que são suas (e não deles!)... isso é demais!

Aquelas vozes que constam do anterior quadro de comentários limitaram-se a usar o seu direito de defender a liberdade de existência de espaços de convívio e prazer gastronómico abertos ao tabaco, em paralelo com outros onde seja vedado o fumo. O direito a optar é isso mesmo, e a Inquisição já foi há muito tempo.

Sempre ao seu dispôr,
Duque de Aldoar

P.S. Desejo firmemente que não habite em Lisboa, Porto, Coimbra, etc. Porque, aí, os índices de poluição atmosférica (medidos nos testes de Qualidade do Ar) são tão altos que não darão para encontrar um rasto de tabaco numa nesga de avenida. E ainda não chegámos às chuvas ácidas...
 
"não entendo onde é que os direitos dos não-fumantes ficam beliscados se esse restaurantes afixarem um escrito na porta dizendo que lá dentro se pode fumar. Os outros... ficam com todos os restantes restaurantes!!! "

Primeiro, um restaurante sendo um espaço público, deve permitir o usofruto desse espaço de forma a não violar as liberdades pessoais. E reafirmo o que já foi dito, eu não violo a liberdade de ninguém por não fumar. Ao passo que o inverso não se verifica.

Tudo bem, que temos sempre a oportunidade de escolher entrar ou não num espaço. Mas não tenho, ou não devia ter, liberdade de frequentar vários espaços públicos sem que daí advenham malefícios para a minha saúde? E sem que sinta os meus direitos serem violados? Porque mais uma vez reafirmo, que a subsistência para um não fumador, só em espaços livres de tabaco, é deveras difícil, se não impossível!

Os exemplos apresentados pela Patrícia são muito válidos, e são exemplos que muito raramente mensionados. Não tenho o direito de andar na rua sem ter de estar constantemente a ultrapassar pessoas nos passeios, para não ter de apanhar com o fumo deles?? Não tenho direito de estar num centro comercial a ver montras sem ter de constantemente me desviar das pessoas que estão a fumar??
Para me deslocar tenho obrigatoriamente que usar espaços públicos, e não devia por isso ver a minha liberdade roubada pelo fumo dos outros.
 
"se há quem considere que o acto de fumar é um acto criminoso, ilegalize-se o tabaco, proíba-se a sua venda"

Tal como numa opinião já expressa na barra do blog, eu gostaria de perguntar, e porque não? Porque é que sendo as outras drogas todas ilegais, esta não só é legal como extremamente bem aceite a nível social? Há realmente assim tanta diferença? Na minha opinião não. Não que isto possa ser de maneira alguma reduzido a isto mas, não vicia como as outras? Não prejudica a saúde como as outras? Não vejo realmente assim tantas diferenças.

Só queria acrescentar que, parece-me obvio, por questões económicas, os propriétarios dos establecimentos vão optar sempre, ou pelo menos na sua grande maioria, por terem um espaço a aberto a fumadores. E digam-me, dessa forma, a liberdade dos não-fumadores não estará sempre comprometida? Não ficarão sempre a perder por verem a maioria dos espaços serem-lhes vedados? Eu diria que ficam.
 
Meu amigo,

As sex shops também são espaços públicos, entra lá quem quer e não tem de ficar escandalizado com o que lá encontra. Se vai à procura de artigos religiosos é melhor não entrar... porque alí os hábitos de freira e as cordas de cilícios tem outras utilidades...
Se para defender a saúde dos não fumadores os restaurantes forem obrigados a escolher-se com fumo ou sem fumo, depois de afixarem o anúncio à porta... você continua a ser livre de entrar e fará como entender. Eu passo a ficar proibido de fumar nos que banirem o tabaco: Ou desisto deles ou deixo os charutos para outras ocasiões.

E liberdade quer dizer o quê? Livre arbítrio? Liberdades? Civis? Económicas? Culturais? De circulação e acesso? Quantas vezes já jantou no Grémio Literário? Quando é que está a pensar exercer os seus direitos cívicos na Kapital?

As respostas estão todas naquele mecanismo das Conversas curtas:

Separem as águas de uma vez por todas. Restaurantes e bares para fumadores e não fumadores.

Qualquer um é livre de entrar no Ritz, no Tavares Rico, no Eleven, etc. etc. Mas ó lá entram os que têm dinheiro para pagar... Porque é que não pode haver restaurantes para fumadores?

Se querem ilegalizar o fumo ilegalizem também os automóveis particulares. Porque eu - que não tenho caro - não tenho de andar nas ruas a levar com os escapes das viaturas dos outros.

Ainda não percebi como é que a existência de restaurantes para fumadores pode colidir com os interesses dos não fumadores... Se houver uma praia para nudistas só lá vai quem quer...


E em relação à questão das drogas... o conto é largo e cheio. Inclua os "valium" os "xanax" e todas as outras mistelas de farmácia que agora até as mãezinhas já dão às crianças, e não confunda alucinógenos com outras coisas...
E se são ilegais é porque existia(existe!) quem quisesse ganhar dinheiro à custa de prazeres e vício alheios. E assim conseguiram largar os consumidores nos submundos (cada vez mais rentáveis) da clandestinidade e do crime organizado. É isso que vão pretender agora fazer com o tabaco?

Nos Estado Unidos, as medidas restritivas conseguiram o efeito desejado: aumentou o consumo e estão criadas as condições de enriquecimento fácil dos candidatos a traficantes de cigarros.

Sabe que, entre nós, já funciona um mercado clandestino de álcool destinado a menores de 16 anos?
Não era ao Estado que devia competir saber o que é que miúdos com menos dessa idade andam a fazer madrugada fora pela ruas... Era aos país e às mães deles...
 
Para não sobrecarregar o espaço de comentários, remeto para o que escrevi em http://www.destilo-odio.blogspot.com/ , nomeadamente no que respeita:
- à legitimidade dos órgãos de soberania de um Estado de direito democrático imporem ou restringirem comportamentos,
- aos direitos dos trabalhadores (e dos próprios donos de estabelecimento)
- aos direitos e liberdades de fumadores e não fumadores
- aos riscos evitáveis que uma comunidade deve ou não tolerar...
- ao aparente conflito entre (extremadas) posições de fumadores contra não fumadores
- à falsa questão do fundamento (apenas) moral das medidas propostas
 
e os direitos de quem trabalha nesses sítios onde se pode fumar, como ficam?
 
bom dia,

não posso responder a este inquerito, pois a minha opinião não está disponivel nas opções.

penso que não se deve ser proibido fumar em locais fechados de uma forma generalista, deverá ser criado espaços proprios, ou soluções que permitam a extracção do fumo sem incomodar terceiros, isto é, num restaurante, porque nao uma area de fumadores e outra de não fumadores? numa discoteca, porque não a exigencia de uma boa extracção de fumos obrigatoria e fiscalizada (tal como acontece com a insonorização.

na realidade o fumo é um problema grave, mas é um problema de cada um e penso que muito passará pela educação dos fumadores, tal como a educação dos não fumadores.
 
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